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A Análise Transacional é uma teoria viva e em constante atualização




Explorando a dinâmica de espaços organizacionais com Luciana Gazzoni no podcast Espaços Reconhecidos


No terceiro episódio do podcast "Espaços Reconhecidos", a Analista Transacional da Atona, Simone Klober, e a jornalista, Raquel Saliba, tiveram o privilégio de mergulhar nas profundezas da Análise Transacional com a convidada especial Luciana Gazzoni. Como Consultora, Interculturalista e palestrante em Desenvolvimento Humano e Organizacional (DHO), ela trouxe mais de 20 anos de experiência internacional em DHO em uma jornada que incluiu passagens pelo Brasil e Estados Unidos.


Confira o episódio completo no Youtube ou no Spotify. Abaixo,  um resumo de alguns tópicos abordados no programa.




Um conceito vivo


A Análise Transacional, como destacado pela convidada Luciana, é uma teoria dinâmica e viva, que se atualiza continuamente e que se desenvolve por meio de sua  aplicação no dia a dia. Luciana diz que é muito mais desafiador compreender os eventos da vida quando a Análise Transacional não aparece.


“Parece que as coisas pulam como aqueles gráficos 3D que, de repente, a gente enxerga. Ao longo do tempo, eu acho que não é uma teoria que você internaliza e se apropria de uma vez só. Quanto mais você vai revivendo, revisitando, lendo outros artigos, mais você vai se apropriando do conteúdo. É muito interessante isso. Parece que ele é vivo, não parece?”, questionou.

Simone complementou que, “sim, realmente parece” e fez uma divertida analogia com aplicativos de smartphones, que vez por outra mostram que X atualizações estão disponíveis. Essa perspectiva sugere que a compreensão da Análise Transacional não é estática, mas evolui com o tempo, proporcionando insights constantes à medida que as situações emergem.


“Cada vez que a gente coloca em prática, se apropria de algum novo conceito, vai atualizando aquele quadro de referência e, realmente, é vivo”, finaliza Simone.

A relação com o trabalho: mudanças epidêmicas e novas gerações


Em um mundo onde as relações de trabalho estão em constante metamorfose, Luciana trouxe reflexões sobre a influência da pandemia na liderança e nas dinâmicas laborais. Em um trecho marcante, ela compartilhou que "a pandemia nos colocou em um lugar onde não conseguíamos mais liderar da mesma forma". O que, para alguns líderes, já era difícil antes do modelo de trabalho remoto, ficou ainda mais desafiador e trouxe um alerta sobre a necessidade de adaptação constante diante das mudanças cada vez mais aceleradas..


Nesse cenário ficou ainda mais evidente a necessidade de desenvolver competências socioemocionais. O  entendimento das relações no trabalho, sensível à condição humana, tornou-se uma peça-chave para liderar em tempos incertos. 


“A gente já vem falando há muito tempo sobre competências socioemocionais para líderes. Só que o que aconteceu é que a pandemia colocou as pessoas num lugar onde não conseguiam mais liderar da mesma forma. No novo cenário, muitos líderes se viram sem saber como construir relacionamentos, construir pontes ou criar conexão com o seu time. Fazer liderança remota é muito mais complexo”, explicou Luciana.


Como criar conexões de verdade com as pessoas, construir e viver relações de confiança e transparência à distância? Abertura para o diálogo, flexibilidade e manter mente e coração abertos para tudo de novo que surgir é um caminho. Mas não é dos mais fáceis. É preciso empenho e dedicação para que se possa acompanhar as entregas e a qualidade do ambiente profissional de outras formas.


“Vestir a camisa”: o desafio de gerar pertencimento


A partir da conversa da relação com o trabalho após a pandemia, Simone, Luciana e Raquel debateram as mudanças que também estão acontecendo em função das novas gerações, que encaram carreira e trabalho de um jeito novo..


Ficou mais difícil criar equipes engajadas e que “vestem a camisa”? Simone aprofundou a reflexão, ressaltando como a quarta revolução industrial, acelerada pela pandemia, trouxe novos elementos a essa equação. 


"Estamos lidando com um cenário onde as expectativas mudaram e acomodar vida profissional e pessoal se tornou fundamental para manter equipes verdadeiramente engajadas. É uma troca constante e as organizações precisam estar alinhadas com as necessidades e aspirações individuais dos colaboradores”, afirmou.


Um caso marcante: uma história de transformação pessoal e profissional


Questionada se possui alguma história que marcou sua trajetória como consultora em desenvolvimento pessoal e organizacional, Luciana trouxe um caso inspirador que trouxe uma visão única sobre o potencial de transformação pessoal e profissional das pessoas. 


Um gestor que recebeu diversos feedbacks em relação a sua postura intimidadora, tendo enfrentado, inclusive, acusações de assédio moral no ambiente de trabalho. No entanto, esse gestor não conseguia compreender o que em seu comportamento causava esses problemas. Ao iniciar o trabalho de desenvolvimento, Luciana, de fato, observou que esse o gestor não parecia ser agressivo até que, a certa altura do trabalho, ela mesma se sentiu intimidada por sua postura física. Ao apontar tal fato para o gestor, muito surpreso, ele se dispôs a iniciar um resgate de seus comportamentos, investigando suas origens e estabelecendo novos padrões de comportamento, muito mais produtivos e saudáveis. 


"Não tem caso perdido, tem possibilidades de transformação a partir do querer", finalizou.

Podcast Espaços Reconhecidos: Episódio 3


O programa apresentou mais um debate rico e que trouxe luz para a importância e versatilidade da Análise Transacional como uma ferramenta valiosa para abordar os desafios contemporâneos no ambiente de trabalho. 


Continue a sua experiência com o  episódio na íntegra, que pode ser conferido no Youtube ou no Spotify





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