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Cultura de liderança inclusiva: a experiência de Liana Calabaide na área de TI

A importância da presença de líderes mulheres na inspiração de novas profissionais




A ideia de que mulheres são menos competentes, tanto técnica, quanto comportamentalmente, para atuar em algumas áreas ainda está mais presente no mundo organizacional do que seria desejável. Este o assunto principal da segunda entrevista da série especial da Atona com profissionais mulheres. Nossa convidada,  Liana Cristine Leopold Calabaide, líder na área de Tecnologia da Informação (TI) nos traz alguns exemplos e conta um pouco como ela lidou com isso. .


Liana 3x3: três coisas que gosta e três coisas que não gosta


“Não gosto de pessoas que não sabem trabalhar e se relacionar com outros sem que receba alguma vantagem em troca; não gosto de milho verde e nem de ficar sempre fazendo a mesma coisa. Por outro lado, me brilham os olhos desafios profissionais; acompanhar a evolução da minha filha e ver as pessoas ao redor crescendo e prosperando mesmo com todas as adversidades que a vida pode apresentar”, contou Liana.


Os desafios profissionais na área de TI


Liana contou que traçou uma jornada consistente na área de desenvolvimento de sistemas. De estagiária até sua posição atual comolíder técnica na empresa Mercado Livre, nutriu uma paixão contínua pela tecnologia e por buscar a sua evolução profissional. No entanto, não sem ter que enfrentar obstáculos relacionados ao seu gênero.


Questionada sobre como é atuar em um campo predominantemente masculino, respondeu queo entanto, percebe uma mudança positiva na aceitação e no reconhecimento de seu valor no mercado atualmente.


Discriminação de gênero


Liana conta que encontrou seu primeiro obstáculo já no início da carreira:


“Meu superior da época contou que havia me eliminado da lista de possíveis estagiários porque eu era mulher e, segundo a visão que ele tinha na época, mulheres não sabiam programar direito. Falou com a maior naturalidade e, na hora não entendi o que tinha acontecido e levei na brincadeira. Depois de uns 2 anos que a ficha caiu”, relembrou.


Em outra situação, sentiu-se subestimada em uma entrevista de emprego. 


“O  entrevistador me falou que não poderiam chegar ao valor que eu havia pedido porque eles já tinham um empregado homem que recebia este valor e ele não estava performando. E por eu ser mulher, não queriam apostar e ter o mesmo cenário. Eu não aceitei a oferta”, contou. 

A melhor forma que encontrou de lidar com isso, foi provar, ao longo do tempo e repetidamente seu valor, desafiando estereótipos e mostrando talento e competência. 


Impactos da liderança feminina e importância de diversidade


Outro ponto relevante trazido por Liana na sua entrevista foi a questão de como a presença de uma liderança feminina pode impactar o restante da equipe. Pela sua experiência, sente que sua presença como líder técnica inspira outras mulheres, mostrando que o gênero não é um obstáculo para o sucesso e encorajando uma visão mais diversificada da liderança.


É importante, neste sentido, mostrar ativamente que existem maneiras diferentes de liderar e que experimentar novos processos e novas idéias não prejudica em nada, muito pelo contrário “ torna ainda mais enriquecedor” o ambiente de trabalho e “aprimora o que existe atualmente”. 


Liana também reforça o quanto uma cultura organizacional que valoriza e promove a diversidade de liderança não apenas melhora a qualidade de vida no local de trabalho, mas também enriquece a sociedade como um todo, promovendo um ambiente mais aberto e transparente.


“Promover um ambiente aberto e transparente é enriquecedor para todos”, explicou. 

Para finalizar, Liana contou que acredita que a Análise Transacional pode contribuir para essa construção ao fornecer caminhos claros para a construção de espaços para liderança feminina, “dando visibilidade para líderes mulheres e conquistas obtidas com diferentes modos de liderança”.



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