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Visão inclusiva sobre liderança: um bate papo com Alice Cardozo




Advogada especializada em direito empresarial inaugura série especial de entrevistas para o mês da mulher


Em um mundo em constante evolução, não há mais espaço para questionar a importância do papel das mulheres na liderança. Mas ainda existem desafios para lidar com as diferenças de gênero e suas complexidades no local de trabalho.


Pensando nisso, o Grupo Atona inicia uma série especial de entrevistas com mulheres para falar sobre o tema. E, na estreia, trouxemos um bate papo com a advogada Alice Cardozo, no qual exploramos experiências e perspectivas sobre liderança, identidade de gênero e como a Análise Transacional pode contribuir para uma liderança mais inclusiva e empática.


Alice Cardozo 3x3: três coisas que não gosta e três coisas que gosta


“Eu não gosto de meias palavras, comentários ou discursos com intenções subliminares; não gosto de me sentir acuada e não gosto de não saber lidar com alguma situação inusitada. O que faz meus olhos brilharem hoje em dia é saber onde e como eu posso me desafiar; reconhecer pessoas respeitosas nas diversas interações que fazem parte da rotina e sem nenhuma dúvida, saber que tenho tempo de qualidade com a minha família”, contou Alice.


Os desafios de identidade de gênero no ambiente profissional


Alice identifica-se como uma mulher cis e atua em um ambiente bastante competitivo. E observa que ainda existem desafios persistentes, como a dificuldade de reingressar no mercado de trabalho após a maternidade.


“Eu, particularmente, optei por trabalhar de forma autônoma logo que tive minha segunda filha, vindo a me recolocar posteriormente no mercado de trabalho formal sem que isso tivesse interferência”, explicou.


Questionada sobre como sua identidade de gênero influencia na sua forma de liderar, Alice destacou que é importante não reproduzir estereótipos de gênero ou comportamentos associados ao machismo. Acredita que é fundamental desafiar padrões e agir de forma autêntica, sem deixar que a percepção de passividade sugerida pela sua identidade de gênero determine sua abordagem de liderança.


“Noto que os bons profissionais possuem olhar que vai muito além disso, reconhecendo que as habilidades das lideranças não necessariamente precisam conflitar com as opções pessoais”, declarou.


A entrevistada ainda enfatizou a importância de as mulheres reconhecerem a validade de suas visões e ocuparem os espaços que merecem. E trouxe à tona a “síndrome da impostora”, tão familiar às mulheres e que limita a confiança de tantas profissionais em diferentes setores.


Os benefícios de uma nova visão sobre liderança x síndrome da impostora


Alice argumentou que uma abordagem desprovida de preconceitos de gênero humaniza as relações e leva a uma sociedade mais justa e civilizada. Essa nova visão, segundo ela, pode impulsionar a inovação e a criatividade nas organizações, resultando em melhores resultados para todos.


“Acredito em reconhecer que as nossas visões são igualmente importantes e em reconhecer nosso merecimento em ocupar espaços, não dando voz a conhecida síndrome da impostora”, declarou.


E qual é o papel da Análise Transacional na construção de uma liderança inclusiva?


Quando Alice resume que “uma visão despida de preconceitos de gênero humaniza todas as relações” e que, assim “todos evoluem”, traz o gancho da diferença que a aplicação da Análise Transacional faz em ajudar as pessoas a se conhecerem melhor e superarem preconceitos e padrões ultrapassados.


“A AT pode ajudar em todos os campos do autoconhecimento, de todas as pessoas que reproduzem padrões, na leitura racional da comunicação com nossos interlocutores, nos permitindo vivenciar a experiência profissional de uma forma verdadeiramente genuína, por vezes vulneráveis, mas sempre autêntica”, finalizou.


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