Academia de Líderes Anagê: Uma jornada de transformação e consciência
- Raquel Saliba

- 31 de mar.
- 2 min de leitura

A Academia de Líderes da Anagê é um projeto que temos muito orgulho de estar na prateleira da Atona. E o mais curioso é que não começou em uma sala de treinamento convencional, mas nos corredores, nas reuniões estratégicas e nos desafios diários de uma empresa em plena expansão.
O crescimento acelerado traz sempre uma pergunta fundamental: como escalar os resultados sem perder a qualidade das relações? Embora houvesse competência e foco, existiam também conversas não ditas e alguns conflitos naturais do dia a dia corporativo. Foi para endereçar esse cenário que o primeiro ciclo da Academia nasceu em 2025.
Do "Fazer" para o "Ser"
No início da jornada, o grupo chegou com agendas cheias e o pragmatismo típico de quem lidera grandes operações. O primeiro impacto, no entanto, foi o convite à pausa. O processo não era apenas sobre aprender novas técnicas de gestão, mas sobre olhar para si.
Com o avançar dos encontros, o ritmo acelerou internamente enquanto desacelerava externamente. Temas sensíveis como sobrecarga, expectativas implícitas e dificuldades relacionais ganharam voz.
Os líderes começaram a identificar seus próprios padrões: a pressa constante, a necessidade de controle e o desconforto com o conflito. Ao perceberem essas dinâmicas, abriram espaço para a escolha consciente.
E, nesta dinâmica, passaram a surgir descobertas: "Me senti à vontade para discutir minhas dores na liderança. Foi muito além das expectativas”, declarou uma participante.
Evolução
Foi um grande privilégio acompanhar a evolução das trocas ao longo dos encontros. Em níveis como:
Reconhecimento e Conflito: A permissão para pedir e oferecer reconhecimento mudou a dinâmica do grupo.
Comunicação e Emoções: As trocas tornaram-se mais inspiradoras e maduras, permitindo que o feedback deixasse de ser evitado para se tornar uma ferramenta de cuidado e intenção.
Gestão do Tempo: Deixou de ser apenas uma questão de agenda para se tornar uma escolha de onde depositar energia e presença.
A teoria só faz sentido quando encontra a vida real. Durante o ciclo, a "chave virou" especialmente no tópico de feedback assertivo. O grupo saiu da zona de conforto, sustentou diálogos difíceis e começou a aplicar os aprendizados imediatamente no dia a dia.
A confiança — não uma ideia abstrata, mas uma construção sólida entre os pares — tornou-se o alicerce para que pudessem discordar sem romper e construir juntos.
O Resultado disso? Lideranças mais humanas
Ao final deste primeiro ciclo, o que vemos não são apenas líderes com novas ferramentas, mas pessoas transformadas. Como pontuado pelos próprios participantes, a jornada foi de evolução pessoal e profissional:
"Saio daqui uma nova pessoa. A liderança tornou-se mais consciente, responsável e, acima de tudo, humana."
A Academia de Líderes Anagê prova que, quando as pessoas mudam a forma como se relacionam, elas mudam o futuro que constroem juntas. Este ciclo se encerra, mas a transformação continua ecoando em cada entrega e em cada conversa nos corredores da Anagê.

















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